Entuasiasta da tecnologia, audiovisual e de boas histórias.

Trabalho com:
PHP, Javascript, HTML, CSS;
Premiere, After Effects, Photoshop.

O último livro que comentei aqui no blog foi o Poder do Hábito, que por mais que seja uma leitura útil, assim como a maioria dos livros de auto ajuda, tem muita encheção de línguiça. Eu li alguns capitulos, e por mais que a ideia de aprender as técnicas de como melhorar seu hábitos seja muito interessante pra mim, a cultura da auto ajuda, coach, empreendedorismo, já foi tão deturpada que reporgramação quantica de mindset já é até noticia velha. E igrejas coach empreendedorismo são reais.
Não acho que o Poder do Hábito tenha deturpações, só acho que assim como a maioria dos livros de auto ajuda, dá pra aprender o que é ensinado ali de maneira muito mais rápida do que seguindo a leitura do livro, é muita encheção de línguiça. No fim das contas é aquilo, o ensinamento é rápido, mas não dá pra vender um livro de uma só página. Sobre esse livro em especifico, o Atila Iamarino já resumiu bem nesse podcast.

Se você assim como eu está sem saco pra leituras que vem nesse formato padrão de auto encheção de linguiça, esse vídeo pode ajuda, as legendas automáticas não estão perfeitas, mas dá pra entender. Se você tem interesse, apoio a leitura também. Só não é pra mim nessa fase da vida.

Agora sim, depois de justificar do porque eu larguei a leitura de o Poder do Hábito, segue a lista das leituras de Janeiro e Fevereiro.

– Gender Queer, de Maia Kobabe, HQ
Maia é foda, essa HQ me lembrou muito A Diferença Invisivel de Julie Dachez, que também é uma leitura foda que recomendo.
Genêro Queer me permitiu entender muito sobre como é a vida de uma pessoa pessoa trans definida com o genêro feminino no nascimento, Maia é não binarie, e aqui elu expande de maneira muito intímista, como foram os processos de descobrimento, identificação e luta pelo seu espaço como pessoa nb. Eu tive poucas oportunidades de trocar com pessoas trans masculinas, e isso já causou dificuldades nas trocas no passado, e essa hq me ajudou justamente nisso, entender melhor a vivência. Sinto que ainda tenho muito a aprender, e vou continuar fazendo esse esforço consciente, porém eu sei que ao ter visto um pouco mais desse recorte da vivência trans, eu aprendi um pouco mais, e isso vai me ajudar nas minhas trocas.
Além disso, eu também estive questionando minha identidade de genêro na época dessa leitura, isso também me ajudou nesse sentido.
Muito bom muito bom, recomendo que todos leiam. Especialmente que não tem tanta vivência com pessoas trans e quer entender.

– All Boys Aren’t Blue, de George Matthew Johnson, livro
Esse é pesado em, mas é muito bom também. Gender Queer me encantou tanto que foi procurar leituras semelhantes, com foco agora em não binariedade voltada para pessoas designadas com o genêro masculino no nascimento, e a capa desse livro me chamou muito atenção. Mesmo eu dando prioridade para HQs, esse livro roubou minha atenção. Porém a leitura é pesadissima.
Ambos Maia e George são pessoas queer dos Estados Unidos, porém George, relata também como é ser uma pessoa queer e preta, o que é um recorte totalmente diferente.
Eu ainda não terminei a leitura, eu leio esporadicamente, e recomendo que façam o mesmo, alguns capitulos são mais pesados do que outros e existem muitos gatilhos, inclusive já vi alguns amigos dizendo que não tem vontade de ler por conta disso.
A leitura tem sido enriquecedora, recomendo para todo mundo que quer entender melhor o recorte de pessoas pretas queers, é claro, nesse caso, é um recorte especifico dos Estados Unidos, mas existem muitos paralelos com o Brasil.

E por fim, eu também tenho lido Invencivel e Jujutsu Kaisen, mas não tenho muito a falar sobre esses dois, é shonen e super héroi né, o que posso dizer é:
Legal como adaptarama etnia dos dubladores na animação de Invencivel;
Por enquanto Jujutsu não parece ter muita sexualização, o que é bom;
Kaboom, boing, poof, pew pew, crash.

Tentei ler Boruto nesse meio tempo e me surpreendi com como o mangá é mil vezes mais rápido do que o anime, fui pesquisar e descobri que 75% do que tem no anima, não existe no mangá, que loucura.
Larguei a leitura porque:
A Sarada é muito sexualizada;
É muito triste saber que o Masashi Kishomoto já tinha planejado o final de Naruto Shippuden de maneira redondinha, sem a besteira de um milhão de camadas de jogo de manipulação do Zetsu Preto e Kaguya, mas a editora mandou ele deixar um final com possibilidade de continuação pra eles continuarem farmando dinheiro.

Tentei ler Fundação e Império, do Asimov, o segundo livro da saga Fundação, considerando que eu amei o primeiro livro, é engraçado ver como achei a leitura desse segundo arrastada, e nesse caso, se tratando de uma ficção, prefiro guardar minha disposição para leituras dificeis quando for ler alguma não-ficção, como All boys Aren’t Blue, e deixar pra ler ficção quando eu for ler algo mais leve, como Invencivel.
Mas eu amo muito o primeiro Fundação, está no meu top 5 livros, então quero insistir nessa leitura em um outro momento, só não é pra mim agora.
Leiam Fundação, especialmente se você gosta de ficção cientifica, se você viu a série, saiba que não tem nada haver com ela.

Devo começar a ler A Origem da Familia, Propriedade Privada e o Estado, do Engels. Assim que der, mas antes, tenho alguns TCCs para ler, hehe. Bom demais se rodear de pessoas interessantes e inteligentes.

Enfim, por enquanto é isso, vou tentar tornar isso um hábito, o de fazer resumo mensal de livros, e também compartilhar albuns de fotos e vídeos.
Besos!

Eu odeio o doomscrolling

Oi oi, não sei quantos do meu ciclo social tem esse problema, mas eu tenho. É só eu entrar numa rede social de rolagem infinita que eu perco muito tempo da minha vida, eles realmente conseguiram configurar algoritmos pra nós prender e sugar cada gota de dopamina do nosso cérebro.

Nós últimos meses eu tenho conseguido ser mais sóbrio quanto a isso, mas agora que estou de férias, eu me permiti usar mais as redes sociais, mas isso não foi muito bem planejado e acabei caindo nessas armadilha do doomscrolling de novo.

A necessidade de criar o blog veio nesse momento em que eu estava mais ausente das redes sociais e senti a necessidade de ter um lugar pra organizar e compartilhar meus pensamentos, memórias e criações. Isso faz uns três meses.

Antes, esse site era um portfólio, então eu decide migrar tudo pra um blog pessoal por falta de uma boa forma de integrar tudo de maneira que me agradasse, (acidentalmente fiz a ruptura, assistam Ruptura). Porém, agora, tenho algumas ideias de como unir as duas funções de maneira esteticamente agradável. Me conhecendo, isso pode nunca acontecer, veremos.

Sinto falta de escrever, esse é meu primeiro post escrito pelo celular, é um teste. Se fluir bem novos posts devem surgir com mais frequência. Independente disso, quero escrever mais, e criar mais.

Eu tinha vários planos pro meu tempo livre nas férias envolvendo trabalho criativo, mas até então eu acabei focando mais em viajar e nas trocas sociais, o que também é muito bom e importante. Mas sinto vontade de por pelo menos alguns desses muitos projetos criativos em prática nessa reta final das minhas férias.

Após o delicioso caos do Carnaval, vou dar mais tempo pra isso, e pra mim. Vou tentar a partir de hoje voltar a ler mais enquanto evito redes sociais. Me encontrem aqui e no WhatsApp quem tem meu número.

E você, pessoa leitora, considere você também a colocar aquele projeto querido a um tempo guardado na gaveta em prática. Faça uma auto análise, as redes sociais estão sugando mais do que entregando algo para você? Talvez reduzir o tempo de uso pode ser uma boa ideia, experimente.

Nesse Carnaval usem camisinha, se hidratem, cuidado nas ruas, caso use drogas, faça com pessoas de confiança lembrando dos cuidados necessários após o uso, não fumem ponta, passem protetor solar, use roupas leves, e beijem muito na boca.

Por enquanto é isso, beijos.

 

Ainda falando sobre “O Poder do Hábito” de Charles Duhigg, existe esse senhor que perdeu a memória e foi objeto de estudo chamado Eugene, ou E. P., o autor conta como o caso dele mudou como a ciência entende os hábitos e o comportamento humano, muito interessante. O que foi muito inesperado, é como no final do capitulo tem uma cena cinematografica, digno de um belo filme de drama, e como me pegou desprevinido. Foram 50 páginas de informações técnicas, estudos, pesquisa, e derrepente uma porrada dessas.
E mesmo eu percebendo o que estava vindo, ainda assim eu senti. Ah, eu fico feliz por sentir, por ter sensibilidade o suficiente pra lacrimejar um pouco lendo um livro sobre hábitos.
Feliz por sentir. 🙂

[…] Os hábitos são poderosos, mas delicados. Podem surgir fora da nossa consciência ou ser arquitetados deliberadamente. Muitas vezes acontecem sem a nossa permissão, mas podem ser remodelados se manipularmos suas peças. Eles dão forma a nossa vida muito mais do que percebemos — são tão fortes, na verdade, que fazem com que nossos cérebros se apeguem a eles a despeito de todo o resto, inclusive o bom-senso.

Se o assunto te interessa, recomendo a leitura.